terça-feira, 8 de outubro de 2013

Gregório José

Um Brasil sem noção política
Gregório José  
Dias atrás escrevi sobre o multipartidarismo brasileiro e a falta de ideologia. Não é concebível que em uma nação existam 32 ideologias diferentes. Na realidade, deveria existir os “a favor” e “os contra”. Tudo bem, poderia existir um meio “indecisos”. Mas o que se vê com esse número elevado de siglas partidárias é o do Farinha Pouca, Meu Pirão primeiro. Cada um querendo se manter no poder a custas de recursos do chamado Fundo Partidário. Um dinheiro do povo que serve para sustentar estes famigerados “homens públicos” que ao se verem excluídos do grupo a que pertencem, criam novas legendas. Assim se manterão no poder e darão as cartas. Aqui no Brasil existe os a favor, os contra, indecisos, em cima do muro, embaixo do pano, vira folhas, aliados, os alienados, abilolados, interesseiros, envaidecidos, calados, os imprecisos, vira-casacas, etc... Isso sem falar que dentro das câmaras, assembleias legislativas e Congresso Nacional existem os chamados minorias, maiorias, bloquinho, união de partidos, ou seja, tenho interesse crio meu bloco.
Enfim, são 32 nomes diferentes para 32 legendas. Esse negócio de sair beneficiado com transferência partidária é mais do jogo de interesse do que busca por um perfil partidário.
Vejam o exemplo de Uberlândia, o chamado Blocão tem nove vereadores. Hoje este grupo apoia Gilmar Machado em seus projetos e programas municipais, mas, se um destes partidos mudar de lado na hora do jogo político maior (eleições presidenciais e ao governo de Minas), onde ficará a ideologia que levou o vereador ao partido?
Será que a ideologia tem restrições. Em Uberlândia eu estou aqui, no estado ali e no Brasil, Lá? Não! Isto não é ser eclético. É ser uma pessoa que pensa em si primeiro, ao invés de trabalhar para um todo.
Radialista e jornalista
 

Gregório José - 8817-8845

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