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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Documentário revela estudos e histórias sobre o Rio Uberabinha

Documentário revela estudos e histórias sobre o Rio Uberabinha
Pré-estreia acontece amanhã no auditório Cícero Diniz

O ator e cineasta uberlandense Umberto Tavares fará o pré-lançamento do filme Murundu, com entrada franca, nesta terça-feira (15), às 19h, no auditório do Centro Administrativo Municipal. O documentário com duração de 70 minutos faz uma abordagem sobre o Rio Uberabinha através de depoimentos de cientistas, professores, artistas e população. O filme, que tem o incentivo da Secretaria Municipal de Cultura e patrocínio cultural do Hospital Santa Clara, será lançado oficialmente só em 2014 e será inscrito para participação em festivais de cinema.
A ideia da película começou quando um amigo convidou Tavares para ajudá-lo em um projeto educacional sobre o Rio Uberabinha. Foi aí que ele percebeu que nada conhecia sobre o curso d’água que banha Uberlândia. Percebeu também que, assim como ele, outras pessoas mal o conheciam. “Boa parte da minha vida bebi a água desse rio. E percebi que a população de Uberlândia também pouco sabe sobre o Uberabinha”, conta o diretor.
A partir daí iniciou a pesquisa, realizou entrevistas e montou um material audiovisual que, após o lançamento oficial em 2014, será distribuído em escolas, universidades e projetos de educação ambiental da cidade. O título é uma referência aos morros, chamados de murundus, que ficam na região onde nasce o Uberabinha, a mais de 80 quilômetros de Uberlândia, no município de Uberaba.
A abordagem retrata a importância ambiental do rio por especialistas e professores, as relações entre o rio e a cidade, as histórias dos moradores antigos que se banhavam em suas águas, que perderam amigos por afogamento e como se dava essa dinâmica com o urbano. Arquitetos falam sobre o paisagismo a partir do Uberabinha e poetas locais destacam a estética do rio. “O rio tem uma relação muito forte com a riqueza da cidade e por isso também temos de nos preocupar com a saúde dele”, observa Umberto Tavares.
Uma das entrevistadas é a ex-professora do Instituto de Geografia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Marilena de Oliveira Schneider. Seu estudo foi pioneiro na descoberta de um tipo raro de nascente, da qual se originam os rios Uberabinha, Tejuco e Claro. Esses cursos d’água surgem de um sistema de nascentes, onde há uma extensa área de afloramento de água. “Ninguém conhecia esse tipo de nascente no mundo e a professora Marilena fez parte deste estudo com um grupo de franceses que pesquisavam essa característica na África. Eles vieram à região e constataram, junto com ela, que o Rio Uberabinha é formado por este sistema de nascente”, diz o diretor.
Este é o primeiro filme de Umberto Tavares. São 35 anos de carreira na área cênica sendo os últimos dois dedicados à pesquisa e produção do documentário. A equipe técnica conta ainda com outros três profissionais na produção: o cineasta Carlos Segundo, o docente na área de Engenharia Ambiental Euclides Lima e o ambientalista Eduardo Bevilacqua.

Fillipe Alves

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