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domingo, 13 de outubro de 2013

Mobilização contra a dengue visa redução dos criadouros e casos da doença

Mobilização contra a dengue visa redução dos criadouros e casos da doença

Um trabalho inédito da Prefeitura de Uberlândia reuniu várias secretarias municipais para participar da Mobilização Contra a Dengue, iniciada na manhã desta sexta-feira (11), no bairro Canaã. São 190 agentes designados – dos 407 existentes – para orientar os moradores e vistoriar 10.900 residências para eliminar os criadouros e potenciais depósitos de água parada.
O prefeito Gilmar Machado participou da mobilização e aproveitou o dia para percorrer as casas do bairro, conscientizando os moradores. “Começamos pelo Canaã e depois levaremos para outras áreas. Queremos sensibilizar, mostrar que esse é um trabalho que deve envolver todo o público, principalmente a comunidade. O mosquito está presente e deve ser combatido todos os dias em todos os bairros”, ressaltou.
Por ser um bairro isolado, com densidade populacional concentrada e ter casos confirmados de dengue, o bairro foi escolhido para a atividade, o que possibilita avaliar mais consistentemente o impacto da ação. Na próxima semana, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) dará início ao Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). Os resultados, previstos para serem publicados no dia 25 de outubro, vão direcionar os trabalhos de controle da dengue nesse período chuvoso (outubro a abril) e nortear as próximas regiões a receber a mobilização.
Somente em 2013, Uberlândia teve mais de 8 mil casos notificados. Segundo o coordenador do Programa Municipal de Controle da Dengue, Paulo César Ferreira, mais de 1,6 milhão de ações já foram realizadas nesses 10 meses para combater o mosquito e, mesmo assim, não foi suficiente para controlar a infestação. “Isso se deve ao fato de que 80% dos criadouros estão no interior das residências. O grande problema está dentro da casa do morador. E a nossa acessibilidade nesse local é muito difícil. Encaramos situações em que o morador não está em casa ou não permite a entrada do agente”, revelou.
Nesses casos, a sugestão é que o cidadão ligue no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e solicite a confirmação da identidade do servidor, para saber se ele pertence ao quadro de agentes. O telefone do CCZ é 3213-1470.
Uma das ações de auto-controle ganhou muitos adeptos. Durante o dia foram disponibilizados 2.390 litros de água sanitária para serem distribuídos para a população em troca de criadouros (pneus, garrafas PET, lonas velhas, latas). Essa ação deve ser repetida nas próximas mobilizações. As pessoas ganham o item e recebem orientação de uso. A água sanitária foi incluída pelo Ministério da Saúde na lista de aliados no combate aos focos. O produto tem efeito oxidante que provoca a morte da larva do mosquito. Não há impacto da água sanitária no meio ambiente porque ela é volátil.
Para conseguir atingir mais pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde trabalha em parceria com as pastas de Governo, Comunicação Social, Serviços Urbanos, Obras, Educação e Cultura. Uma campanha publicitária entrará em vigor para mobilizar o público através da mídia. A Secretaria de Serviços Urbanos recolhe objetos que devem ser retirados das casas para evitar a proliferação do Aedes aegypti, além de manter os serviços de roçagem e capina. A Secretaria de Obras tem identificado os pontos nas vias para que sejam feitas a limpeza de canaletas e sarjetas, além da operação tapa-buracos. Teatros educativos e orientações nas escolas ficaram a cargo das pastas de Cultura e Educação, transformando as crianças em multiplicadores e “agentes mirins”.
O secretário municipal de Saúde, Almir Fontes, destaca que o trabalho em conjunto é essencial para um enfrentamento eficaz. O detalhe é que uma fêmea é capaz de colocar até três mil ovos, o que reforça ainda mais a necessidade do apoio da população. “Envolvemos o Conselho Municipal de Saúde para que através dos conselhos locais cada um faça um grande movimento com a comunidade de forma a reduzir o número de casos de dengue e sermos exemplo de envolvimento. Além do mal-estar e da dor que faz a pessoa ficar acamada, o maior problema da dengue é o óbito. E é isso que queremos evitar”, comentou.

Fillipe Alves

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